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Caso clínico

Sequela de Fratura dos Planaltos Tibiais

Resumo:

Paciente com dor e déficit funcional após fratura há 1 ano.


Paciente (dados):

28 anos, sexo feminino, balconista.


História:

Há um ano a paciente foi vítima de acidente motociclístico, sofreu fratura ao nível do joelho esquerdo e luxação do tornozelo esquerdo. Foi submetida a redução da luxação em regime de urgência e, no dia seguinte, foi operada da fratura.
Recebeu alta alguns dias depois, com gesso Inguino-maleolar e permaneceu com o gesso por 3 meses. Depois disso, foi encaminhada para fisioterapia. Sem movimentar o joelho adequadamente, foi submetida a retirada dos parafusos, o que não ajudou.
Após alguns dias, recebeu alta para trabalhar, porém, não se sentia apta para tal.
AO exame com ADM do joelho entre O e 15 graus e tornozelo com equino fixo de 30 graus.



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Diagnóstico(s):

Sequela de fratura dos planaltos tibiais.


Tratamento(s):

Foi submetida a cirurgia aberta por via antero-lateral e fixação com parafusos maleolares.
Depois de 6 meses foi submetida a retirada dos parafusos.
Fez Inúmeras sessões de fisioterapia.


Seguimento(s):

Fez fisioterapia e exercícios domiciliares.


Literatura:

Segundo consenso atual com base no último Congresso de Cirurgia do Joelho, teria sido necessário a abordagem da lesão lateral, tanto anterior, como posteriormente para uma redução adequada e fixação que permitisse movimentação precoce.
Medialmente, talvez fosse possível uma redução e fixação percutâneas.


Resultado final:

O resultado final, é um joelho rígido e sem congruência articular, em uma paciente jovem que necessita de procedimento(s) cirúrgico(s) para obter melhora do quadro.


Questionamento sobre o caso:

Na minha opinião, o primeiro passo seria fazer uma capsulotomia posterior do tornozelo e alongamento do tríceps sural. Posteriormente, faria uma abordagem lateral, com osteotomia da fíbula e dissecção do sural para tentar uma reconstrução do planalto lateral, com enxertia e fixação, com uma placa anterior e outra posterior.
Gostaria de saber a opinião dos colegas, pois trata-se de um procedimento de alta complexidade e resultado incerto, principalmente no que se refere ao restabelecimento da ADM.
Qual sua indicacão cirúrgica?
Qual sua experiência com casos desse tipo?
Quais as dificuldades esperadas durante o ato cirúrgico?
Concorda com a via de acesso?
Como proceder para melhorar a ADM com mais efetividade?
É necessário alongar o quadríceps?


Informações sobre o autor

Nome: Marco Antonio Gaglianone
Cidade: Jaboticabal Estado: SP
Hospital: Santa Isabel Departamento: Ortopedia

Comentários sobre o Caso Clínico

16-03-2014
] ? guero saber ssobre cistode baker eosteoartrose se tem cura


20-02-2014
] ? Eu sofri um acidente de moto onde rompi os ligamentos cruzado e o da lateral esquerdo, da minha perna direita, gostaria de saber como posso mandar meu caso para vocês avaliarem. estou esperando uma cirurgia pelo sus a quase dois meses.


NICKSON RUSSO JUNIOR 15-01-2014
Boa noite a todos desta brilhante sociedade. Olá Marcos.Recebi casos semelhantes como o seu e minha recomendação para o joelho desta paciente nesta idade seria em 2 tempos. O mais importante neste momento e ganhar ADM e que seguramente não seria possível restabelecer se iniciássemos pela reconstrução da fratura junto com a aderência quadriceptal. Faria inicialmente a abordagem artroscópica do joelho para romper a artrofibrose e pelo fundo de saco de maneira sub-periostalmente anterior ao fêmur, progredindo até o meio da coxa a quadricepsplastia. Com isto você realizaria a manipulação do joelho e tenho observado correção da ADM quase que completa no mesmo tempo cirúrgico. Fotografe seu procedimento e passe para sua paciente como forma de objetivo na fisioterapia. Quando você ficar convencido da melhora da ADM e melhora clínica mesmo que parcial da função do joelho talvez após 6 a 8 semanas, programe a reconstrução articular com planejamento no papel e os implantes por abordagem antero-lateral será suficiente (veja a 2ª imagem de reconstrução da série) e enxerto ósseo.AbraçoNickson (Ribeirão Preto - Hospital São Lucas).


DARCI DUARTE LOPES JUNIOR 14-11-2013
Acredito que voce esta diante a uma sequela de fratura e artrofibrose também; Eu particularmente no seu caso faria uma RNM e uma radiografia panoramica, devido o desvio em valgo talvez necessária a correção, para contemplação diagnósticoIniciaria com videoartroscopia e liberação e inventario artroscopicoespero dificuldades e tem que ter paciência acredito 1 hora de limpezaa area crítica e a renovação da cartilagem me parece que a lesão grande de opções 1 transplante homologo de banco de tecido 2 enxerto iliaco e fixação dos fragmentos com placa bloqueada lateral via ampla em S lateral iniciando anterior ao tibial anterior indo ate femur proximal paralelo ao biceps femural, artrotomia lateral ou dupla via antero lateral e posterior lateral expor a articulaçã o Na região da area condral realizaria escarificacao com colocação de scaffolds associado a aspirado de medula ossea se preocupe com a cobertura condral (TOM MINAS, referência) fechar sem dreno, nao uso garrote, CPM pos operatório e carga tardia.


WANDER EDNEY DE BRITO 26-09-2013
Caso dificil. Gosto de ganhar ADM inicialmente antes de reconstruir o plato lateral. Faria uma artroscopia com liberação quadriceps para ganho de flexão (ainda bem que tem extensão total). Num segundo tempo, após 2 meses, realizaria abrodagem lateral com osteotomia da fibul apra exposição. Explicar para o paciente que o caso é extremamente complicado e os resultados são incertos mesmo.



Comentários sobre o Resultado Final