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Caso clínico

Politraumatismo com fratura de fêmur

Resumo do caso:

Admitida em 20/01. Levada ao bloco cirúrgico para limpeza + lavagem com cloreto de sódio 0,9% 10 litros + instalação de fixador externo transarticular em MIE.
Realizada redução de fratura-luxação de cotovelo e instalação de tala gessada.


Paciente (dados):

35 anos, sexo feminino, obesa, vítima de politrauma por capotamento.
Sem TCE ou trauma toraco-abdominal. Transferida de outra unidade hospitalar sem estabilização, sem acompanhamento médico e sem contato prévio.


História:

Paciente evoluiu sem intercorrências, mantida em CTI até conversão para síntese definitiva.
Fez uso por D2 de Oxa + Genta e de D11 de cefepime.
Funções renais, cardíacas, neurológicas e respiratórias sem comprometimento durante a internação.
Realizado duplex-scan arterial de membro inferior esquerdo que não evidenciou lesão à intima ou qualquer outra lesão da artéria poplítea ou seus ramos, tanto no pré quanto no pós-operatório.



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Diagnóstico(s):

Fratura desviada de ramo púbico superior D, fratura desviada de ramo do ísquio E, fratura sem desvio de sacro E, lesão de ligamento sacroilíaco anterior D (posteriores íntegros), fratura exposta de fêmur AO32C3 gustilo 3A e AO 33C3 ipsilateral. Fratura exposta de olécrano AO21B1 gustilo 1 com traço articular cominutivo.


Tratamento(s):

Controle de dano ortopédico, debridamento + limpeza do fixador externo na emergência 13ºDIH D11 ATB EV cefepime. Clexane até 24 horas do pré-operatório.


Seguimento ("Follow up"):

No 13ºDIH.


Literatura:

Manual AO.


Resultado final:

Pretende-se realizar limpeza com solução de PVPI 3,3% (Iodo ativo a 0,3%) e imersão por 3 minutos, conforme "Dilute Betadine Lavage Before Closure for the Prevention of Acute Postoperative Deep Periprosthetic Joint Infection" : Brown, Arthroplasty, Jan 2012.
Nesse artigo, há redução das taxas de infecção em artroplastias primárias de 0,9% para 0,2%.


Questionamentos sobre o caso:

Síntese proposta : parafusos interfragmentares na articulação + placa LISS ponte.
Você utilizaria outras opções para conversão ? DCS ? Ilizarov ? Híbrido? (Considere locais onde não há placa bloqueada disponível).
Utiliza algum tipo de solução tópica (exceto NaCl 0,9%) para evitar complicações infecciosas, principalmente considerando o uso de 13 dias de fixador externo?
Quanto aos trajetos de pinos, os colegas debridam e suturam ou deixam abertos após a conversão?


Informações sobre o autor

Nome: Otávio de Melo Silva Júnior
Cidade: Belo Horizonte Estado: MG
Hospital: Vila da Serra Departamento: Ortopedia

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