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Caso clínico

Luxação de joelho

Resumo:

Queda de moto com luxação traumática do joelho direito.


Paciente (dados):

21 anos, sexo masculino.


História:

Queda de moto em novembro de 2003, com luxação traumática do joelho direito.



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Diagnóstico(s):

Luxação do joelho direito com lesão ligamentar complexa.


Tratamento(s):

Foi submetido à redução, sob anestesia, da luxação e a olecranização da patela. Permaneceu por 3 dias em observação da condição vascular, que permaneceu boa e foi submetido a exames radiológicos.

Após a realização de ressonância magnética evidenciou-se: lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) por avulsão óssea da sua inserção tibial; lesão completa do ligamento cruzado posterior (LCP); rotura do tendão do bíceps femoral da cabeça da fíbula; rotura do ligamento colateral lateral (LCL), ligamento fabelofibular e complexo arqueado da cabeça da fíbula; integridade do tendão poplíteo; rotura do trato ileotibial do tubérculo de Gerdi; rotura da cápsula anterolateral da tíbia; rotura do ligamento colateral medial superficial e profundo.

Realizou-se a cirurgia com uma semana, sendo o procedimento escolhido a realização de 2 incisões amplas. A primeira ânteromedial e parapatelar medial, por onde se abordou toda a região anterior e medial do joelho e a segunda ânterolateral, centrada no epicôndilo lateral, onde se abordou a região lateral, posterolateral e posterior do joelho.

Na região lateral e pósterolateral foram feitos reinserção transóssea do bíceps femoral e dos ligamentos colateral lateral e complexo arqueado na cabeça da fíbula (o tendão poplíteo estava íntegro); reinserção da cápsula ânterolateral com âncora metálica de 5,0mm e reinserção do tracto ileotibial no tubérculo de Gerdi com uma âncora metálica de 5,0mm.

Na região medial do joelho foram realizadas reinserção da cápsula ânteromedial e do ligamento colateral medial profundo e dos ligamentos meniscotibiais à tíbia com 2 âncoras de 5,0mm e reinserção do ligamento colateral medial superficial com um agrafe de blount à tíbia medial, de onde tinha se rompido.


Seguimento ("Follow up"):

O pós-operatório foi conduzido com uso de órtese em extensão e sem carga por 6 semanas, sendo que a partir da terceira semana o fisioterapeuta iniciou ganho de ADM passiva e exercícios isométricos. Com 6 semanas a órtese foi retirada e iniciou-se fisioterapia mais vigorosa para ganho de movimento ativo e passivo, marcha com carga total e bicicleta ergométrica. O joelho evoluiu estável , mas com alguma dificuldade de ganho de movimento. Seguiu-se fisioterapia rigorosa e diária por 12 meses. Ao final do período o paciente apresentava estabilidade boa em todas as direções e mobilidade de zero a 110 graus no joelho. Sete anos de segmento


Estudo final:

Atualmente apresenta marcha boa, sem claudicações nem instabilidades. Pratica caminhada em trilhas, sem queixas em relação ao joelho, chegou a praticar boxe por um período. Os testes para estabilidade são como se segue: Gaveta posterior negativa, gaveta anterior uma cruz em quatro, stress em varo negativo, stress em valgo uma cruz em quatro.


Informações sobre o autor

Nome: Alexandre Pagotto Pacheco
Cidade: Piracicaba Estado: SP
Hospital: Fornecedores de Cana de Piracicaba Departamento: Ortopedia

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