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Caso clínico

Acesso em “S” para fratura do planalto tibial ântero-lateral e póstero-lateral

Resumo do caso:

Fratura do planalto tibial lateral, com split anterior e afundamento póstero-lateral.
Realizado acesso em "S" de ântero-lateral distalmente para póstero-lateral proximalmente + osteotomia do colo da fíbula. Boa visualização da fratura. Redução e fixação satisfatórios. Boa evolução.


Paciente (dados):

38 anos, masculino, agricultor


História:

Queda mesmo nível com trauma direto em joelho.
HMP: há 5 anos, queda de moto com fratura de fêmur distal esquerdo. Tratado cirurgicamente. Deambulador comunitário.
Exame físico: dor + impot. funcional + edema moderado joelho esquerdo.



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Diagnóstico(s):

Radiografia: fratura do planalto tibial lateral schatzker II.
TC: fratura cisalhamento ântero-lateral e afundamento póstero-lateral.


Tratamento(s):

Optado por acesso em "S" ântero-distal para póstero-proximal ao invés de duplo acesso ântero-lateral + póstero-lateral. Fixado no intraoperatório e boa visualização de ambas as fraturas com acesso em "S".
Realizada primeiramente a fixação do split anterior com placa em ?L? e depois a fratura-afundamento póstero-lateral.
Após osteotomia do colo da fíbula, conforme descrito por Solomon et al, que permitiu excelente visulaização da fratura.
Feita a redução da superfície articular deprimida e enxertia com osso autólogo da crista ilíaca ipsilateral corticoesponjosa + fixação com FK+ parafusos 3,5 + parafusos de microfragmentos.


Seguimento ("Follow up"):

Imobilização em tala inguino-maleolar em extensão (para aliaviar comparimento póstero-lateral) por 3 semanas.
Boa cicatrização da ferida. Sem neuropraxia fibular.
Atualmente com 4 semanas PO e adm 0-45 graus.


Literatura:

Posterolateral transfibular approach to tibial plateau fractures: technique, results and rationale - solomon et al - jot vol 24 n.8 2010 .
The posterior shearing tibial plaeau fracture - tretament and results via aposterior approach - bhattacharya et al - jot vol.19 n.5 2005.
A new posterolateral approach without fibula osteotomy for the treatment of tibial plateau fractures - frosch et al - jot vol 24 n. 8 2010.
Surgical techniques for complex proximal tibial fractures - lowe et al - jbjs am vol 93 n.16 2011.


Resultado final:

Atualmente com 4 semanas de pós-operatório.
Sem sinais de lesão nervo fibular, sem sinais de infecção ou isquemia da ferida. Adm 0-45.


Questionamentos sobre o caso:

Qual seu comentário sobre a necessidade de osteotomia fibular?
O acesso em "S" é vantajoso?
A incidência de lesão do nervo fibular é pequena?


Informações sobre o autor

Nome: André Esmanhotto
Cidade: João Pessoa Estado: PB
Hospital: Hospital de Emergência e Trauma SE Humberto Lucena Departamento: Serviço de Cirurgia de Joelho e Traumatologia Desportiva

Comentários sobre o Caso Clínico

MARCO MARTINS AMATUZZI 10-03-2014
aro André, a via de acesso é ótima, mas o nervo fibular deve ser dissecado, sempre. Dependendo da fratura, de alguma forma devemos tirar a cabeça da fíbula da frente. O caso foi muito bem conduzido. Parabéns. Está na hora exata de uma manipulação sob anestesia geral e, na sequência, tantas quantas forem necessárias até você atingir ADM total, que pelas fotos que demonstram uma boa redução e ótima fixação, você irá conseguir. Cuidado com a marcha e com o apoio total ainda. Um abraço. Marco Amatuzzi.



Comentários sobre o Resultado Final